domingo, 14 de outubro de 2007
Freud está solto
"Infelizmente, o que em muitas ocasiões determina que um certo jovem aspire a ser "professor", mais do que sua primitiva vocação magisterial, é sua íntima necessidade de compensar um sentimento de inferioridade, que lhe dificultou contatos afetivo-sociais normais com os grupos em que se achava incluído. Essa pessoa então resolve ser, como vulgarmente se diz, um "sabichão" e se mete a estudar esta ou aquela matéria com a intenção premeditada de mostrar que tem "crânio", já que não tem "tato"; que é um quase gênio intelectual, já que lhe faltou o gênio natural da simpatia. E as conseqüências são nefastas pois quanto mais sabe, menos sabe transmitir e mais propende a exibir o que sabe, para assim satisfazer a necessidade de afirmação e de prestígio". (MYRA Y LOPEZ, Emilio. As vocações e como descobri-las)
Foucault, nos salve! Socorro, Deleuze!
domingo, 7 de outubro de 2007
Explicação do poema
PS: que diferença faz se escrevo mal? Um dia o sol engolirá a terra.
sábado, 29 de setembro de 2007
Dejavu

Sim, estamos sozinhos
Apesar de ter amigos
Estamos sós
Como quem acaba de nascer
Como o cantor de jazz
Como o planeta Terra
Tão sós
Quanto aqueles que encontraram Deus
Como quem dá o lugar no ônibus
Como o pastor triste que prega
Como os carros que buzinam
E a estátua viva que se retira
Sozinhos
Como a luz do poste se acende
E o funcionário sério boceja
Como o eletricista de uniforme
E os namorados que se abraçam
Sim, sozinhos
Como o cão comido de sarna
Como um crucifixo na biblioteca
Como o homem que conta piadas
Como quem prepara uma surpresa
***
Ah! tão sozinhos somos
Como uma tv que ficou sem som
Como o padre na sacristia
Como a secretária que sorri
E que fica mais bela se triste
Como uma cadeira de palha
E o homem de paletó que olha as horas
Sós, como quem gabarita uma prova
Como mulheres dentro das lojas
Como os que encontraram Jesus
E foram salvos do fogo do Inferno
Como a informante da telemensagem
Como o entregador de pizza
E a mãe cujos filhos todos cresceram
Sozinhos como quem faz aniversário
Como quem faz um gol
Como folga em dia útil
Como quem faz um poema
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Sprite tem uma coisa pra te dizer:
"O modo como uma moça aceita e executa o seu date obrigatório, o tom da voz ao telefone e na situação mais familiar, a escolha das palavras na conversação, e toda a vida íntima ordenada segundo os conceitos da psicanálise vulgarizada, documenta a tentativa de fazer de si um aparelho adaptado ao sucesso, correspondendo, até nos movimentos instintivos, ao modelo oferecido pela indústria cultural". (Adorno e Horkheimer - O iluminismo como mistificação das massas)
domingo, 23 de setembro de 2007
sábado, 22 de setembro de 2007
sobre isso aqui do lado e a cidade em volta
Bem que essa poderia ser uma comunidade no orkut.
Mas, mudando de antonio cicero para Cristóvão Tezza, aqui vai um "você sabia que"
Segundo minha irmã, Curitiba é uma das cidades com maiores estatísticas de depressão entre os jovens, e diz-que isso tem a ver com o temperamento do curitibano, o mesmo daquelas piadas tipo: O que o curitibano faz quando pega a mulher com outro? Nada, porque ele não fala com estranhos. E onde que o Tezza entra nisso tudo? Há uma crônica dele que questiona: "Quem é esse que sem mais nem menos lhe pede informação na rua? Não é daqui, senão ia sozinho." Vale ler lá, fala do dalton, dos invasores catarinas e nordestinos e sobretudo da nossa ARROGÂNCIA, camaradas.
domingo, 16 de setembro de 2007
A importância de sermos Dorian Gray
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
domingo, 2 de setembro de 2007
Deus-lobo é encontrado vivo
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
citação
Ó formosura!
Piolhos cria o cabelo mais dourado;
Branca remela o olho mais vistoso;
Pelo nariz do rosto mais formoso
O monco se divisa pendurado:
Pela boca do rosto mais corado
Hálito sai, às vezes bem ascoroso;
A mais nevada mão sempre é forçoso
Que de sua dona o cu tenha tocado:
Ao pé dele a melhor natura mora,
Que deitando no mês pode gordura,
Fétido mijo lança a qualquer hora:
Caga o cu mais alvo merda pura;
Pois se é isto o que tanto se namora,
Em ti mijo, em ti cago, ó formosura!
